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Divagações, Diatribes e outros Semelhantes

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Takeshi Manuel

Recentemente repeguei no livro do Homem que Mordeu o Cão e ao passar pela notícia de que os japoneses inventaram um spray que detecta fluídos sexuais nas cuecas, lembrei-me desta conversa que se passou algures nos meus últimos anos de liceu.

Na altura eu ainda andava com a mania que queria ser psicólogo, portanto o pessoal incluía-me em conversas das mais absurdas que eu alguma vez ouvi, na esperança de obter algumas respostas para aqueles problemas que, na altura, pareciam ser o fim do céu e da terra.

Juntavam-se três ou quatro putos à minha volta, normalmente no tanque do liceu, e eles lá expunham os seus problemas, sem qualquer vergonha uns dos outros, ao que eu acabava sempre a ouvir feito estúpido e a aconselhar na melhor da minha capacidade.

Aparentemente um rapazinho, Bruno, ou Marco ou Manel, ou outro nome assim perfeitamente banal que eu já nem me lembro, andava com a mania que a namorada o andava a trair. Pelo que parece de repente ela, em certos dias, começou a insistir que ele não lhe fizesse sexo oral e essa foi a primeira desconfiança.
Note-se que na altura nem me passou pela cabeça por em causa que um monte de miúdos de 14/15/16 anos andassem aos minetes uns nos outros, o que por si só já é sinal que esta juventude está mesmo perdida.
Depois ele começou a reparar em manchas nas cuecas dela... e parece que numa aula de Biologia ou Ciências ou lá como é que se chamava na altura ele ouviu que as fêmeas humanas não têm capacidade de reter esperma no útero, pelo que é perfeitamente normal haver um certo escorrimento nas horas a seguir ao acto.

Esta eu tive mesmo que ir procurar, porque nunca tal tinha ouvido antes... Parece que afinal era mesmo verdade! Quem é que diz que não se aprende nada com os mais novos?

Junta-se mais uns pormenorzinhos assim, ele sismado que ela às vezes tinha um cheiro diferente, que quando saíam ela parecia que estava a querer esconder e mais outros que tais e estava basicamente a história contada.

E começam as opiniões, que normalmente é nesta parte que eu me pronuncio.

Uma rapariga dizia que o que ele deveria fazer era confrontá-la. E aqui digo eu... e se não for verdade?
O que é que ganhas com isso? Olha, eu sei que estamos juntos, mas não confio em ti e acho que me andas a trair? E depois como é que a coisa fica? Vai ela ficar a saber para sempre que não confias nela? E quando ela se vir numa situação que acaba mesmo por te pregar os cornos, só porque ela sabe que tu não acreditas na vossa relação?

Outro dizia que eles deviam segui-la... ver o que é que ela andava a fazer e com quem para depois correr a contar a ele. E até quando é que eles a conseguiriam seguir até ela topar que os amigos do namorado andavam atrás dela? E se não encontrassem nada? A dúvida não passava, a única coisa que ele ficava a saber é que ela não fazia nada com os amigos dele por perto... Não resolvia nada e era mais uma prova da desconfiança dele.

Mas para finalizar disse eu, se essa relação já vai nesse ponto, que não confias nela e estás convencido que ela te anda a trair, que vês perseguições e defeitos por todo o lado, não era melhor acabar e pronto? Não era melhor partir pra outra, qualquer coisa nova sem esse engano todo?
É que depois de começar a conspiração tudo encaixa! Da próxima vez que ela não atender o telemóvel é porque estava com outro, quando ela chegar atrasada é porque estava com outro, quando ela não quiser almoçar contigo é porque vai estar com outro, quando não quiser sair é porque está com outro, quando ela disser que está em casa doente é desculpa para poder estar com outro e por aí em diante e depois é só neuras e estás a estragar a tua paz por um outro que às tantas nem existe!

Presumo que na altura não tinha sido tão eloquente, mas a ideia exposta deve ter sido mais ou menos esta.

Como todos os namoros de adolescência, aquele durou pouco. Acabaram por ir cada um para o seu lado, acho que nem duas semanas depois, ele arranjou outra, que também não durou e dois ou três meses mais tarde lá estávamos nós em mais uma das nossas conversas...

Pelo que viemos a saber, ela não andava a traí-lo com outro... era com outra.

Eu espanto-me como é que me lembro destas merdas com tal pormenor só de olhar para um livro, mas não me consigo lembrar o que é que comi ontem ao pequeno almoço!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Filmes de Sábado à noite - Grown Ups

®Columbia PicturesSeguindo o que eu digo no Jonah Hex, de que nem tido tem que ser grandes produções, trago-vos Grown Ups, o último de Adam Sandler.

É uma históriazinha agradável, previsível, cheia de clichés, com piadinhas simples, sem grande enredo, com uma ou outra gargalhada mais forte.

É muito giro. Vê-se bem, agrada. Acaba tudo mais ou menos da mesma maneira que começa, sem fim do mundo, sem grandes revelações, sem robôs gigantes, sem ET's, sem paranormal, sem vampiros.

É em tudo uma comédia leve, com situações que todos nós conseguimos nos relacionar a um ponto ou outro, que nos faz lembrar um fim-de-semana com o nosso próprio grupo de amigos.

É exactamente deste tipo de filme que nós precisamos.

O mundo já tem desgraças desastres e destruição bastante...

Santa Hollywood! Traz-nos comédia para nos esquecer-mos da merda do dia-a-dia!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Filmes de Sábado à noite - Salt

®Columbia PicturesDe acordo com a Wikipedia, esta história foi originalmente escrita para o Tom Cruise.

Posto isto só tenho a dizer que AINDA BEM que eles mudaram de ideias.

Com Angelina Jolie o filme consegue o que com Cruise nunca mais ia conseguir... até meio do filme ficamos sem saber se a gaja afinal é ou não é um sleeper e não sabemos se devíamos ou não estar a torcer por ela...

Não se trata de uma lição de moral, como todos os outros filmes de sleepers que andam aí, de coitadinhos de nós americanos que estamos a ser atacados pelos russos, não se trata da luta entre o que ela realmente quer e as ordens que tem de cumprir, trata-se de tiros... e bombas... e socos nas trombas.

É um filme de acção puro e duro, em que o bom mata os maus, sem interessarem bandeiras nem partidos.

Achei piada o facto que o herói NÃO fica com a gaja, ou neste caso a heróia com o gajo, acaba logo com um dos clichés deste tipo de filme e despreocupa a treta romântica que nestes filmes parece sempre martelado.

Diverte e merece ser visto.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Filmes de Sábado à noite - Jonah Hex

®Warner BrothersQuando a pergunta é "Quem se lembra do Jonah Hex?" a resposta só pode ser "Ninguém" ou então "O meu avô".

Este herói de série B da DC teve uma revista bem sucedida nos anos 70 e uma mais-ou-menos-mas-se-calhar-nem-tanto de 2005 ao presente, que tanto quanto eu consigo perceber nem tem tradução portuguesa.

Mas quase consegue. O filmezinho deve o sucesso que venha a ter aos dois actores principais, o Josh Brolin e o John Malkovich, que fazem um trabalho decente nos seus papéis.

Não é trabalho para Oscar, não vai bater recordes de bilheteira nem vai estar nos tops dos críticos.

Mas é um filme giro. Um balde de pipocas e uma tarde de Domingo sem nada pra fazer, é um filme que se vê bastante bem.

Ponto mau, a Megan Fox. Absolutamente desnecessária, aputalharam completamente a personagem só para encaixar na visão que o mundo tem da actriz. Não fazia falta nenhuma e embora se consiga perceber que tem que haver uma gaja (porque o herói fica sempre com a gaja) não precisava ser assim.

Portanto fica a nota. À falta de melhor, engole-se.

O que os grandes de Hollywood se esquecem é que nem todos os filmes tem que ser obrigatoriamente grandes produções, nem todos os filmes tem de ser o novo Senhor dos Anéis, nem todos tem que ter um orçamento maior que um país de terceiro mundo nem lucros maiores que o PIB da Alemanha...

É um filme giro, é uma hora bem passada e no geral até é bastante aceitável.