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Divagações, Diatribes e outros Semelhantes
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domingo, 26 de janeiro de 2020

Amizades passadas

Amizades antigas são uma coisa estranha...

Principalmente se eram grandes amigos.

Aqui está uma pessoa de quem sabias tudo, ao pormenor, desde comida preferida até banda, cor e outras coisas do género, passando por opiniões políticas e religiosas, enfim, alguém que era realmente importante para ti a uma determinada altura, há dez, quinze ou vinte anos atrás e de repente... nada.
Perdes o contacto, se calhar um de vocês muda de ilha, ou arranjam trabalho com horários incompatíveis, ou ele tem uma daquelas namoradas que não gosta dos amigos, ou seja qual for a razão, deixam de se falar durante uns tempos.

Depois por este motivo ou por outro recuperam o contacto e já não é a mesma coisa.

Cruzam-se na rua ao fim de uns anos, encontram-se no facebook, dão por vós a trabalhar no mesmo sítio, seja o que for.

As pessoas tornam-se outras, vocês cresceram, tomaram rumos diferentes, mudaram de gostos ou simplesmente amadureceram de modo diferente, casaram-se, divorciaram-se, tiveram filhos, morreu-lhes o cão, um sem fim de experiências marcantes que o outro não partilhou e não tem como se relacionar.

É estranho e quanto mais falam mais parece que se está a celebrar a morte de um amigo, que a pessoa que conhecíamos já não existe e que esta que o substitui não encaixa tão bem connosco como o antigo encaixava.

É pena, mas não há nada que possamos fazer, é o curso que a vida tem.

No entanto, o reverso também é verdade.

Muitas vezes também se reavivam amizades que não eram fortes nem minimamente importantes e que, passados dez ou quinze anos, são muito mais significativas, muito mais consistentes.

É curioso...

domingo, 5 de janeiro de 2020

Rápi Nú Yé

E começa mais um ano.

Parece que vai ser mais do mesmo.

A América pegada com o Irão, a economia no fundo do poço, Portugal rebaixado ao resto do mundo e o sistema solar continua inexoravelmente na sua rota de colisão contra seja lá o que for.

Algumas coisas estão diferentes.
Pouco, mas nota-se qualquer coisinha. Não é dizer que está a melhorar, mas há um ar de mudança...

Se calhar é pólen.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Merry Natal

A SATA está de greve outra vez.
Não sei se é de mecânicos ou de porteiros ou lá o que é, mas estamos outra vez de vôos cancelados.

Eu percebo a necessidade de lutar pelos direitos, compreendo que é preciso combater a disparidade salarial e essas lérias todas que eles apresentam, mas... no natal?

Cheira-me demasiado a "hostage situation", demasiado a chantagem para me parecer bem.

Ficam as pessoas quase uma semana em terras alheias, a gastar do seu dinheiro para poder comer, sem amparo e sem fim à vista, numa das alturas mais lembradas do ano.

É assim meio coiso e tal, quer-se dizer...

Percebe-se que a tripulação boicote os vôos, para mostrar à administração que "ou melhoras ou ficas a perder dinheiro", mas isso soa muito menos mal quando é numa situação que há concorrência e há alternativa.

Nós aqui presos nestas ilhas só temos a SATA pra nos valer, de modo que este boicote fere muito mais os utilizadores que os administradores.
Não há aquele aspeto de perda de negócio que justifica o transtorno perante as pessoas, nem há alternativa para os passageiros, pelo que estes engolem e só se calam.

Parece-me desnecessariamente cruel perante pessoas que já estão fartas de levar porrada.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Ressurreição: Leitores

Não estou à espera que ainda existam leitores deste blog.
A visibilidade já era pouca em tempos de actividade contínua e agora que se passaram quase sete anos (porra!) muito menos.

No entanto, isso não muda a direção inicial que o blog tinha: a de válvula emocional.

A intenção sempre foi a de tornar este blog no meu escape esquizofrénico, de conversas de mim para mim, um diálogo interno exposto ao mundo. Parece parvo (e até é) mas pronto, é o que temos.

Se com isso arrastar alguém comigo, tanto melhor, se não, temos pena.

Isso não quer dizer que não quero leitores. Diálogo é sempre bem vindo e conversas interessantes nascem dos lugares mais inéditos, mas não é por aí que se vai deixar de escrever.

Sempre fui da opinião que quem escreve para o leitor em vez de escrever para si acabar por trair o seu escritor interior, aliás acho que já o disse aqui.

Isto de ficar sete anos sem escrever faz mesmo esquecer o que é que já se tinha escrito...

Em resumo, com leitor ou sem leitor, um feliz natal!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Por Conta Própria

Aparentemente a NBC vai criar uma nova comédia com o Michael J Fox, sobre um tele-jornalista com Parkinson.

Achei piada à ideia, parece que isto agora anda na moda... 
O Charlie Sheen tem o Anger Management, em que a personagem é basicamente o Charlie Sheen com uma carreira diferente, o Matt LeBlanc tem o Episodes, em que a personagem é uma versão exagerada do Matt LeBlanc, o David Duchovny tem o Californication, em que a personagem é basicamente ele versão escritor em vez de actor. Até a Tina Fey já admitiu que o 30 Rock é baseado na vida dela enquanto escritora no Saturday Night Live.

O que mais me faz rir é que eu estou habituado a ouvir estrelas queixarem-se que as audiências não sabem ver a diferença entre vida real e personagem... E depois vão representar personagens baseadas na vida real?

Não é dizer que isto é mau, porque não é. Todas as séries que mencionei são séries que gosto, independentemente de muita ou pouca qualidade. Tenho boas expectativas para a série, até porque gosto do actor.

Nem sei onde é que ia chegar com isto, mas acho que encaixa na ideia que falei com a Anne Hathaway... 

Ficam famosos por fazerem de X e depois não querem ser tratados como X.


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O ano morreu, viva o ano!

E lá se vai mais um ano.
Chega ao fim 2012, começa 2013, tudo muda e tudo fica igual.

Este ano foi, no geral, uma desilusão. Não foi pequena, nem muito grande, portanto até como desilusão ele desilude.

O mundo não acabou, o Apocalipse não chegou,  a sociedade não colapsou, os bancos não ruíram (pelo menos não todos), o país não abriu falência, não ganhei o euromilhões, não se descobriu a cura pro cancro nem pra sida, não se acabou com a fome em África, nem com a pobreza na Índia, nem a guerra no Médio Oriente, Israel não fez paz com a Palestina, o Irão não bombardeou a América, os políticos não viraram honestos, nem as putas santas, nem os padres sérios nem um sem-fim de outras previsões que se faziam pra 2012.

Ah, e o Sporting voltou a não ganhar o campeonato.

Por regra 13 é um número de azar, portanto vamos a ver como corre o próximo ano.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

...

Já alguma vez vos aconteceu olhar para uma pessoa e perceber logo que se passa algo de fundamentalmente errado com ela?
Saber instintivamente que alguma coisa não está bem e que é alguma coisa importante, grande demais para ignorar?

Rua da Sé, marchas das crianças, uma senhora vestida de vermelho de repente olha na minha direção e faz uma cara que eu não consigo descrever. A primeira coisa que me veio à cabeça é que a mulher levou uma facada e só agora se apercebeu que vai morrer. Qualquer coisa assim mesmo grave.
A senhora freneticamente olha para cima e para baixo, ainda com aqueles olhos sobre-atentos, que olham mas não veem, que miram tudo sem focar em nada.

E isto tudo numa meio de alegria, pessoas a bater palmas, crianças a desfilar, música, gritos, felicidade e no meio daquilo tudo aquela pobre mulher, com ar de quem acabou de ouvir que lhe morreu o marido e nunca mais o volta a ver, foi completamente desinquietante.

De repente a mulher desaparece-me da visão e tive que combater o impulso de correr ao sítio onde ela estava para me certificar que estava tudo bem...

Ainda não consigo perceber como é que uma pessoa que eu nunca tinha visto e quase de certeza nunca mais volto a ver mexeu tanto comigo sem sequer saber que o estava a fazer.


Pelo que percebi não muito tempo depois, a senhora tinha perdido o filho.

O pessoal do staff da festa lá o achou, e foram-se embora mãe e filho completamente lavados em lágrimas, mas juntos e seguros.


É completamente desconcertante.

Por um lado sinto-me cheio de alegria, que a catástrofe evitou-se, que mãe e filho estão novamente juntos, que não aconteceu o pior, que está tudo bem.

Por outro fico confuso, o tumulto de "ai coitada" e "já passou", o distanciamento, que não sei quem é a mulher, que não devia estar a sentir-me assim, porque nada tem a ver comigo, que nada muda a minha vida se o rapaz desaparece de vez ou não, se fugiu ou foi raptado, ou seja lá o que for, não é dos meus, não tenho que me preocupar, não os conheço, nem me aquece nem me arrefece.

Depois sinto-me extremamente culpado por pensar assim, porque é uma situação indescritível, que não se deseja a ninguém, que eu não quereria passar nem por nada, que devia-me preocupar, porque as pessoas boas preocupam-se com estas coisas, as pessoas boas preocupam-se com o que acontece com os outros, e será que isto quer dizer que eu não sou uma boa pessoa? Não quereria eu que alguém sentisse a minha falta, ficasse angustiado com a minha ausência se eu desaparecesse?

Acho que o pior, o que mexeu mais comigo, que me pôs mais fora de mim, foi o facto de que esta situação trouxe-me à memória que nada é seguro. Nada é constante, nada se consegue proteger completamente e de um momento para o outro pode-se perder tudo... e não há nada a fazer.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Dia do Pai

Começo por dizer que a fotografia não tem absolutamente nada a ver com o assunto, mas estava à procura de presépios e encontrei isto... no fim explico a piada. 

Oras, para todos aqueles que como eu estão baralhados com esta coisa do dia do pai, deixem-me relembrar-vos que o dia do pai em Portugal é a 19 de Março.

Assim como a Espanha e a Itália entre outros, o dia do pai celebra-se no dia de S. José, marido de Nossa Senhora e o gajo que sustentava a casa onde Jesus cresceu.

O que me parece meio bizarro... então nós celebramos o dia do pai no dia do santo que ficou famoso exatamente por não ser o pai?

Mas nós pelo menos ainda podemos dizer que temos tradição! No Brasil nos anos 50 houve um publicitário qualquer que decidiu que faltava um dia do pai no calendário e pimba! Fez-se um feriado! Sem haver tradição, sem haver razão, só porque apeteceu.

Nos Usas o dia do pai só se tornou oficial em 1972... O que significa que os nossos pais quando eram pequenos não festejaram esse dia/feriado/acontecimento.

Isto no fundo no fundo, como o caso do Brasil mostra perfeitamente, não passa de mais um falso Natal. Mais uma época pra nos fazer gastar dinheiro, para nos fazer comprar merdas que não lembram a ninguém, tralhas que ninguém precisa e mais um dia pra criar situações embaraçosas porque este ou aquele se esquece.
É mais uma comercialização, uma maneira de nos puxar pelas emoções pra nos fazer gastar dinheiro por culpa.

"Se eu gastar 200 euros numa prenda será que o meu pai vai saber que gosto dele? Ou será que não é caro o suficiente?"

Pai não tem dia, pai não despe a farda ao fim do dia e deixa de ser pai até ao próximo turno de serviço. Pai é pai todo o ano e não deve ser lembrado só num dia específico...
Deixar o pai para um dia definido no calendário não é uma celebração, é um insulto.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Multiverso

Roubada da netO mundo da banda desenhada é uma coisa bizarra.
É interessante ver que quando alguém pergunta, por exemplo, "quem é o Flash?" a resposta seja "qual deles?"
E se mesmo assim esse alguem diz Barry Allen, volta-se a perguntar... qual deles?

Por um lado compreende-se que uma história que começou (neste caso) em 1940 não consiga ter o mesmo seguimento hoje em dia que uma história começada pós 11 de Setembro.

O flash original ganhou os seus poderes inalando vapores de água dura... para quem não sabe, a única preocupação que o ser humano normal tem que ter em relação a água dura é quando sabão põe na máquina da roupa, como se vê nos lados das caixas de Tide.
Verdade, também há que ter em conta o desgaste das tubagens e o efeito do calcário na maquinaria, mas hey, são preocupações menores.
Depois alterou-se para água pesada... só porque água pesada usa-se para arrefecer reactores nucleares. Se tem "nuclear" no nome deve ser perigoso, não?
Meh... hoje em dia água pesada chama-se monóxido de deutério e é menos perigoso que lixívia.
Actualmente, o flash é mutante. Acho eu. No meio de tanta confusão já nem sei.

Aranhas radioactivas, gases tóxicos, radiação gama, experiências malucas... tudo serve para criar super-heróis, a única constante é que é qualquer coisa "desconhecida".
A última que vi foi a inteligência artificial. O Dr Octopus no Spider-Man 2 é "possuído" pela AI das garras e é por aí que se torna super. Acho que daqui a uns 10 anos alguém vai olhar pra trás e chamar isto de parvo, tal como estou a fazer agora.

Mas enfim, o maior problema mesmo é o envelhecimento da personagem. E o perigo, não esquecer o perigo.

Peguemos no homem-aranha. Começa o filme, ou abre-se a primeira página da revista, e temos um adolescente Peter Parker... em 1962.
Hoje o aranhiço teria bem mais que 50... casado, filhos, talvez até netos.
Mas é claro que a revista tem que vender, ninguém quer ler sobre "o primo do vizinho daquele gajo que viu o homem-aranha"... portanto mantém-se o novinho Peter, com os mesmos problemas de sempre, as mesmas inseguranças, a mesma namorada, os mesmos inimigos e por aí em diante.

Eu não vou comprar uma revista para ver a mesma história todas as semanas, durante 50 anos.

Portanto de dez em dez anos, mais coisa menos coisa, lança-se um "novo" homem-aranha... Amazing, Friendly, Ultimate, 2099 e até um indiano e etc e etc e etc, ad-nauseum.
E de cada vez que aparece é "uma história nunca vista" ou "um novo começo" ou o raio que o parta... farta e farta completamente.

Chega ao absurdo, não há continuidade, não há princípio, meio e fim, é uma desgraça, uma bandalheira. Na edição do ano passado houve um Spider-Man a salvar um Wolverine de um vilão qualquer e na desta semana o Peter tem 14 anos e conhece o Wolverine pela primeira vez.

E o perigo, credo!

Novamente de dez em dez anos aparece um "matador".
O Bane matou o Batman... depois o Hurt matou o Batman. Depois afinal não estava morto. Depois era só uma cadeira de rodas. Depois o Azrael é o Batman, e asseguir o Robin é o Batman e o filho do Batman é o Robin. Mas afinal o Batman não está morto.

Super-Homem a mesma coisa... Doomsday mata super-homem. Lex Luthor mata super-homem. Zod mata super-homem. e afinal o extra-terrestre foi salvo por extra-terrestres.

É uma palhaçada.

Acho que é um desrespeito aos fãs...

Principalmente quando começam com as misturas.

O mais absurdo é sem sombra de dúvida a Liga da Justiça.

Meteram o Superhomem, o Batman e a Wonder Woman na mesma equipa.

Ora pensem nisto um bocadinho.

O Superman, supra-sumo da banana, imortal, extra-terrestre, completamente invulnerável, capaz de correr à volta da terra e voltar atrás no tempo, quando sai da cadeira de rodas, lado a lado com um gajo que luta contra... palhaços e pinguins.

O Super ia a Gotham e limpava a cidade toda num fim-de-semana.

Não faz sentido. É uma barbaridade.

E volta a bater no que tenho vindo a dizer com filmes e séries...

Estes heróis não são feitos para diversão dos leitores.

São feitos para a carteira das empresas.

sábado, 8 de outubro de 2011

Eu

Gosto como Álvaro Monjardino se apresenta hoje, "o autor destas linhas."

É daquelas coisas que depois de se ver desperta um "mas como é que não me lembrei disto antes?"

Vê-se por aí muita apresentação diferente, sendo a maioria auto-depreciativa como é caso "o vosso humilde servo" ou "este simples escriba" ou outras lérias do género, como que a convidar uma resposta de "deixa lá que até és importante" e até ficam chateados quando não recebem dita resposta.

Quando se refere outros é quase sempre um elogio exagerado, quase sardónico, "o poeta," "o bardo," " o grande," "o ilustríssimo," "o venerável," "Sr. Dr. Eng. Arq. Zé Povinho," e outras demais lambidelas ao rego, um medo de possíveis e imaginárias represálias por meia dúzia de palavras, a maioria das vezes até absurdas.

Mas assim não é com Álvaro Monjardino (pelo menos hoje). "O autor destas linhas" não é pretensioso, humilde, exagerado, não é uma chamada de atenção nem uma fuga à ribalta.

É apenas o que é e nada mais.

O que me parece perfeitamente adequado.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ponta do Facho

De acordo com a União de hoje, foi encontrado morto um jovem de 13 anos...
De acordo com o meu pai, o dito jovem é meu primo.
Acho que primo em 3º grau ou praí, mas mesmo assim primo.

Faz-me pensar nas unidades familiares hoje em dia.

A minha mãe tem alguns 40 primos e conhece-os a todos, pelo menos de nome. Sabe as suas genealogias, nem que seja por aproximação, que este é filho daquele e sobrinho daquela.
Não querendo chamar ninguém de velho, antigamente era assim... as pessoas viviam umas com as outras, precisavam umas das outras e contavam umas com as outras.

Este meu primo, eu não o conhecia. Mas é que nem sabia da existência dele.
Conheço a mãe dele (aliás, sei pouco mais do que quem ela é de nome) mas já não a vejo desde antes do rapaz nascer... Pouco mais sei do que "a filha do irmão do meu avô."
Do rapaz não lhe sei o nome, não faço a mínima ideia quem era como pessoa, quais os seus interesses, desejos futuros, expectativas da vida, fantasias, sonhos e tudo mais.

Por um lado entende-se, sendo já um grau afastado, mas por outro... não é só nos afastados que falho neste ponto.

Andando a "folhear" páginas do facebook percebo que praticamente não conheço a minha família!
Vejo que esta está a namorar com aquele, aquela comprou um bar, o outro arranjou uma namorada, a outra foi tirar um curso novo, aquele queria ir pra tropa mas não conseguiu e por aí em diante, gente de quem eu era muito chegado à dez ou quinze anos atrás e de quem agora não sei nada.

Chegando ao cúmulo de que a minha irmã ontem disse-me que foi aceite pra universidade, quando eu nem tinha bem a noção de que ela já tinha acabado o 12º.
O contacto íntimo entre nós, viver o dia-a-dia lado a lado como era quando vivíamos sob o mesmo tecto, já acabou à tanto tempo que na minha ideia ela só agora é que chegou ao liceu, só agora é que começa a recta final de estudo, ainda com sonhos de ser juíza.

Mas já não é assim. Já é uma mulher feita, como diz a minha avó, já tem um namorado de sete (oito?) anos, já trabalha e já organiza a sua vida como uma adulta.
Embora ainda viva com a mãe, já não é criança. Já é adulta.

É meio bizarro da minha parte... olho para trás e tento-me lembrar quando é que começou o distanciamento e não consigo perceber nem quando nem como foi.

É a única constante da vida, de que o tempo passa.
A vida segue inexoravelmente e tudo flui rio abaixo sem esperar por testemunhas.
O tempo não se preocupa com quem está a ver, nem com o que possamos estar a perder das vidas daqueles que gostamos.

Mas são situações como esta, do meu primo de 13 anos, que me fazem perceber (nalguns casos tarde de mais) que tudo está pelo fio da navalha e que temos que aproveitar o tempo que temos ao máximo, saber o máximo, partilhar o máximo e viver, em conjunto, o máximo que pudermos.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

WTF ?!?

Não vou fazer muito comentário...

Jesus, que estes americanos exageram!

Click na imagem para versão ampliada.

domingo, 17 de julho de 2011

Beleza Interior

Nunca percebi esta conversa de beleza interior... que o que interessa é a beleza interior, que o superficial não importa, que as pessoas mais bonitas normalmente são feias por dentro.

Mentira! Nós por dentro somos todos iguais! Alguns com mais gordura, outros com pulmões mais pretos, estômagos mais largos, mas isso são tudo insignificâncias. Por dentro somos todos iguais, carne e osso, sangue e tripas.

Não me venham dizer que beleza interior é que é importante.

Os americanos têm uma expressão, "beauty is skin deep", que independentemente da intenção inicial, ilustra perfeitamente o que eu estou a tentar dizer.

A beleza exterior, aquela à flor da pele, é a única que interessa.
As modelos, actrizes e outros sex-symbols não são feias. Não têm espinhas, não precisam perder peso, não tem estrias, nem celulite, nem varizes.
As caras e corpos que vendem carros, produtos de beleza, filmes, comida, cerveja e até armas não são a forma média da humanidade.
São sim, sem falha, boas cmó milho.

Nunca se ouviu ninguém dizer "Ó miúda, belo duodeno!" por muito curta que seja a mini-saia.
Nunca ninguém pensa "aquela rapariga parece ter um sistema digestivo altamente funcional, deixa-me cá meter conversa".

A verdade é que nós, humanos e pessoas em geral, somos vaidosos.
Somos fúteis, superficiais, frívolos.

À parte das relações de trabalho, obrigações e família, todas as pessoas do sexo oposto que conhecemos (ou do mesmo sexo, dependendo da preferência) são motivadas puramente por uma atracção física... o sex appeal de que tanto se fala.

Isto da beleza interior não passa de uma mentira que as mães contam aos filhos feios... deixa estar que há-de aparecer alguém que goste de ti por aquilo que realmente és.

Note-se que não estou a falar de amor, que isso é outra canção completamente diferente, nem sequer está no mesmo CD.

Mas a maior piada é que isto de gajas boas nem é uma verdade absoluta.

Os ideais de beleza são completamente absurdos. No tempo dos romanos as mulheres usavam mercúrio para manter a pele branca... hoje usam-se solários à base de lâmpadas de mercúrio para bronzear a pele.
Ou seja, enquanto antes era quanto mais vampiro mais bonito, hoje é quanto mais laranja mais bonito.

No tempo dos nossos avós dava-se preferência a ancas largas, as chamadas "ancas parideiras". Hoje é ao contrário.

Antes os cabelos queriam-se compridos, a partir dos anos 20 passam a ser curtos.

E isto vai mudando e mudando num processo quase cíclico em que ninguém sabe muito bem o que é que é suposto ser bonito ou o que é que é suposto ser feio.

Só uma coisa é certa.

Enquanto se gastar mais dinheiro em cosméticos do que em educação, os ideais vão continuar a mudar para nos fazer abrir os cordões à bolsa.

terça-feira, 12 de julho de 2011

E cá vai resposta

"o naturismo e o naturalimo não é coiza dos tempos modernos, a pedofilia sim.
os naturalistas existian desde antes da descoberta do brasil, um exemplo claro é os indios.
Isso mostra que apedofiliapode ter cido criada pelo uso das roupas e não pela falta delas. "
-- Anónimo

Não sei como mas o meu blog caiu na atenção de alguns brasileiros.
Isto não é bom nem mau, mas parece-me que este comentário veio de lá, daí a referência.

Não sei bem se isto é uma opinião própria, ou seja, que este indivíduo acredita mesmo nisto, ou se é uma defesa a terceiros, no sentido de conhecer alguém que pratique isto ou aquilo e se ache na obrigação de defender as suas decisões.
Até poderá ser só posta de pescada, que até veio parar ao sítio certo se for o caso.

Mas passando à frente...

Note-se a seguinte imagem.

Roubada da internetIsto parece-me bem mais antigo que o brasil... e note-se a falta de roupas.

Supostamente (que isto das internetes nunca é de confiar completamente) este prato antigo representa "um guerreiro espartano e o seu jovem amante".

Para quem gosta muito de olhar pra estátuas, ruínas, monumentos e outras tretas gregas, deixem-me falar um pouco sobre os ritos de passagem do povo grego, principalmente de Atenas.

Ao atingir a puberdade, um jovem grego a partir dos 12 anos a um máximo de 17 seria parelhado com um adulto, normalmente aristocrata, para dar início ao seu treino.

Seria deste adulto que o jovem aprenderia tudo, desde comportamento à mesa até matemática, de astrologia até levar no rabinho.

Estes comportamentos eram rigorosamente estipulados, bem vistos pela sociedade, considerados parte fundamental da educação de todos os bons homens.

Vamos recapitular...
Levar no rabinho era considerado fundamental para a educação de qualquer homem que se preze.

Esta relação, conhecida como uma relação pederasta, acabava quando o adolescente desenvolvesse um "corpo de homem" principalmente no que respeita a cabelo.

Por outro lado, as mulheres tinham o thiasos, uma espécie de escola só pra mulheres com praticamente os mesmos ensinos.

A mais famosa líder de uma destas escolas era Sappho, que comandava o thiasos da ilha de Lesbo.
Acho que se nota algumas raízes gramaticais vindas desta situação toda, não?


E como tal, de volta ao comentário para responder à pergunta implícita... A pedofilia pode ter sido criada pelo uso de roupas e não pela falta delas.

Não, não pode. A única diferença é que naquela altura não era proibido.

O casamento grego normalmente era entre um homem com mais de 30 e uma mulher de 12. Se fosse hoje era pedófilo.
No judaísmo, a partir dos 3 anos de idade as raparigas já podem ser prometidas. E não, não é erro e não falta um 1 ali... é mesmo três anos.
No Islamismo, a partir do momento que sangra, pode casar.
Na Nigéria e na Etiópia, a partir dos 7 está pronta.
No Sri Lanka casam-se antes dos 9, na Pérsia casavam-se antes da puberdade, bem como nas ilhas Fiji e em Sumatra.

Note-se que eu misturei o actual com a antiguidade... mesmo pra dizer, que as coisas não são assim tão lineares.

À parte, note-se que 40% das prostitutas tailandesas são crianças.

E por último voltando à vaca fria.

Pedofilia é meramente uma questão legal, naturalismo é puramente uma escolha própria.
Aquelas revistas? Aquilo é pornografia infantil e não me venham dizer o contrário.

sábado, 4 de junho de 2011

Deixem o Panda morrer

Aquilo... é um bifeOs humanos agarram-se a tudo o que seja fofinho.
O urso panda (note-se aquela primeira palavra no nome do bicho) é um animal em vias de extinção.

É verdade que os humanos desflorestaram uma parte considerável do habitat do bicho.
É verdade que eles foram muito caçados pela sua pele.

Mas mais importante que isso, é verdade que o panda quer morrer.

Verdade verdade é que o panda é um urso, não é uma vaca. Há pouco tempo (biologicamente falando claro, dado que foram encontrados túmulos de realeza chinesa com pandas lá dentro com mais de 4000 anos de idade) os pandas decidiram virar vegetarianos. Se repararem na imagem em anexo, vão ver que os pandas até comem bifes. Prova pra quem tem pachorra, aqui.

Note-se que um panda a comer bambu é um bocado como as gajas a comerem gelado ao balde quando são traídas pelos namorados, não é a sua dieta normal... é só comida de desespero.

Mas não, os humanos não querem deixar o panda morrer.
Em 50 anos que temos pandas nos zoos, nasceram ao todo menos de 200 pandas em cativeiro. Mortes? 300.
Em comparação, os elefantes que também estão em vias de extinção? Mais de mil e quinhentos nascidos nos mesmos 50 anos.

Os humanos são meio-milhão por dia.

A natureza já percebeu que o panda não funciona.
Não hiberna, não consegue acumular gordura, precisa de três tipos de bambu diferentes no seu habitat natural (ao contrário das outras raças que basta 1 alimento... o leão come gazela todo o ano e não diz que tá farto), não se mexe depressa, não é o topo da cadeia alimentar.
E até é meio burro.
Nunca vai chegar aos pés de um chimpanzé ou um golfinho. É mais ou menos o mesmo que um cão.
O próprio panda já percebeu que não funciona...
Mas os humanos não se querem aperceber disso.

Quando em cativeiro, os pandas perdem a vontade sexual, que só de si já era pouca.
E o que é que os humanos fazem? Dão-lhes Viagra! E filmes pornográficos! Não, a sério!

E mais, sabiam que os pandas atacam humanos? Em média 10 ataques por ano...

Em suma, o panda tal como a orca e um sem fim de outros animais, não passa de um monte de humanos a verem o que querem ver em vez da realidade.

Nós graças a deus sempre tivemos esta mania e infelizmente não a vamos perder tão depressa.

domingo, 8 de maio de 2011

Decotes

Mamas!Aparentemente é do conhecimento público que cada homem tem a sua área de preferência no que toca ao corpo feminino.

A minha, como facilmente se discerne pela imagem acompanhante, são seios.
Ou como se diz no vernáculo corrente, mamas.

Desde pequeno, sem nenhuma razão específica de porquê nem porque não, sinto-me algo mais atraído pelas curvas peitorais femininas.

Um destes dias estava uma colega minha a queixar-se de que o seu vestido (farda de uso obrigado pela entidade patronal) estava a alargar na zona dos ombros. Resultado de tal alargamento, nota-se uma maior exposição dos seus dotes mamários.
Uma colega que é da mesma altura que ela dizia que não, não se vê nada, é só impressão tua, enquanto que outra, quase um palmo mais alta, dizia que sim, nota-se e bem, mas até não fica feio, porque não há mamilos e o sutiã não é vergonhoso e não sei o quê não sei das quantas.

E lá estava eu, meio com medo de responder...

Gera-se daqui o meu medo. Será que o facto de eu já ter reparado na referida maior visibilidade viria do facto que estava sim notavelmente alargado, ou será que se devia à minha preferência?

É que estas conversas pseudoíntimas trazem sempre água no bico.
Ou digo o que realmente penso, arriscando-me a ficar mal visto ou até lascivo, ou minto e dizer que não, cá mamas cá nada, arriscando-me a expor a dita colega a olhares alheios e menos educados do que o meu?

É que a única verdade absoluta em relação a homens e mulheres é que toda a gente olha e toda a gente sabe disso... mas nem tudo é para se dizer.

Quando uma rapariga sai à noite com um vestido decotado a expor os seus atributos maternais, já está implícito que dito decote vai atrair atenção.
Há um certo orgulho próprio em saber que sim senhor, eu tenho um belo par, mas isso rapidamente degenera em mau gosto quando algum mais bêbado grita, "grandes tetas!"
Aí a resposta é logo porco, sem-vergonha, nojento!
Mas porra, não usaste o vestido porque querias que olhassem?
E chapada pra cá, apalpão pra lá e chegam seguranças e lá vai o coitado arrastado para a rua, provavelmente ainda lhe enfiam um pontapé nas costelas, quando a única coisa que o triste fez foi comentar sobre uma coisa que estava à vista de todos!

Também existe o reverso da medalha, aquele que se põe na varanda por cima da pista de dança só para poder expiar os balões das meninas...

É tudo muito complicado e a verdade crua nunca deve ser dita... por muito perfeitos que sejam os globos em questão.

No caso da colega, tomei a via diplomática.
Por ser mais alto que tu, noto sim. Não fica feio, não é uma abertura exagerada e vê-se muito menos que um bikini, mas se te sentes desconfortável, manda uns pontinhos aí que isso resolve. Considerando que te baixas várias vezes por dia (a referida colega serve à mesa, seus puritanos) se calhar é capaz de ser melhor isso do que levares o dia todo com a paranóia.

Parece que acertei, porque ninguém se ofendeu...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Mas a sério!

Isto do marketing tem que se lhe diga.

Ponha-se à prova o exemplo à esquerda.

Dizendo que esta é que é a verdadeira maionese, o que é que isso significa para as outras?

Será que quer dizer que cada vez que eu como Calvé, Heinz ou daquelas marcas ranhosas dos pacotinhos do Bowling não estou de facto a comer maionese?

Então estou a comer o quê? Nada?

Será que cada vez que eu abro um daqueles pacotinhos nojentos e espalho nas batatas, não estou nada mais do que a dar largas à minha imaginação?

Será que eu imagino aquela pasta branca?

Mas se não passa de um produto fictício, porque é que eu engordo?

Porque é que a salada de atum se estraga se ficar fora do frigorífico?

Será que estamos todos malucos? E se a maionese não é verdade, o que será mais que não o é?

Será que estamos todos a viver em paranóia, a ver coisas onde elas não estão, a pagar com dinheiro que não existe por compras que também elas não existem, em mercearias que igualmente não são verdade?

É que só a aquela marca específica de maionese é que é verdadeira!

Tudo o resto é somente ilusão!

sábado, 12 de março de 2011

Tábuas

Eu devo ser o rei dos projectos inacabados.

Desde pequeno que adoro modelismo. Ferraris, camiões, caças, submarinos, bombardeiros, já quase montei de tudo.

Perceba-se, já quase montei um ferrari, já quase montei um camião, já quase montei um caça, já quase montei um submarino e já quase montei um bombardeiro.

Sim, que eu começo começo, mas nunca acabo.

O meu projecto mais ambicioso é sem sombra de dúvida este.

O Halifax foi um schooner britânico que navegou na sua configuração actual (a do modelo) a partir do ano de 1768 ao serviço da marinha britânica principalmente no transporte de mercadorias para o novo mundo.

Comprei este modelo em segunda mão, se não estou em erro por 19 euros. Novo de fábrica o filho da mãe custa 180 euros, fora portes.
Tive uma sorte mesmo sem dar por isso.

Aparentemente a Mamoli, a marca do modelo, é o maior e melhor fabricante de modelos náuticos europeu. Já está no mercado há mais de 20 anos, as peças são madeira verdadeira, os canhões, âncoras, argolas e etceteras são latão forjado verdadeiro e as amarras são puro cânhamo, portanto se a construção der pro torto sempre dá para fumar a corda.

O estupor do barco é lindo... e complicado comó raio.

E quanto deste barco é que eu já fiz perguntam vocês?

O esqueleto.

Estou entalado na parte de revestir o casco. Aparentemente é preciso ensopar as tábuas para elas ganharem a forma correcta.

E agora pergunto eu... mas afinal como é que eu sei que aquilo está correcto?

Tal como arranjar fogões, este barquito está-me a tirar anos de vida.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Maxmen

Acho esta coisa das marcas curiosa.
Aparentemente a versão original da Maxmen chama-se "Maxim", iniciou no Reino Unido e agora é publicada nos Usas.

Esta revista tem um média de leitores que ronda os dois milhões e meio só nos Estados Unidos, o que não é nada de se deitar fora.
Por comparação a Playboy tem uma tiragem de média de 2,6 milhões, sendo que algumas edições especiais atingem os 6 e 7 milhões.

A minha dúvida é, porque é que não se chama Maxim em Portugal?

Porque em Portugal existe um clone da Cosmo chamada Máxima. Com um magnífico total de... 57 mil edições. Note-se a diferença.

Aparentemente a Máxima começou a fazer barulho aquando do lançamento da Maxim em Portugal, porque tinha receio que os leitores as confundissem.

Não me faz sentido.
Se fosse exactamente igual, vá lá vá lá... mas a pronúncia é completamente diferente, o design não tem nada a ver e o conteúdo está em dois pontos completamente opostos.

Há marcas que mudam só porque apetece. Os gelados Olá, na sua versão original chamam-se Wall's, por causa do nome do criador, o Axe chama-se Lynx, O sabão Omo chama-se Surf, a manteiga Becel chama-se Flora, A Hellmann's chama-se Vianeza (este eles bem que tentaram mudar mas já não foi a tempo), o Rexona chama-se Sure e o Vasenol chama-se Vaseline.
Só para dizer alguns, claro.

Deste trapalhada toda, Maxmen incluída, a única que me faz sentido é a Olá. Porque Olá em português até quer dizer qualquer coisa.
Mas o resto...
(É claro que se eu quisesse talvez encontrasse explicação para todas, mas a ideia do marketing é a primeira impressão)

É que a Coca-Cola continua-se a chamar Coca-Cola, O McDonald's continua-se a chamar McDonald's, a Pepsi, o Mars, o Snickers, o Tide, o Head&Shoulders, o Organics, a Colgate, a Gillette, e voltando à matéria inicial, a Playboy continua-se a chamar Playboy.

Não faria mais sentido que, considerando que a marca é internacional, se mantivesse o nome original?

É que isto acaba a chegar a confusões absurdas. Ali acima falo do Omo, que no original chama-se Surf. No Reino Unido, a "receita" do Omo vende-se com o nome Persil. Em Portugal, o Persil usa a receita do Surf. No Brasil a marca chama-se Omo mas usa a receita do Skip. Na França o Skip usa a receita do Persil e o Omo usa a receita do Skip. Na Austrália a receita do Persil chama-se Drive, o Omo usa a receita do Surf e o Surf são produtos naturais...

E eu fico com a cabeça em água. Quando é que o Skip é Skip, o Omo é Omo, o Surf é Surf e o Persil é Persil?

E quando é que a Maxmen é Maxmen e a Maxim é Maxim?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Há 100 anos...

1830 mais caroço menos caroçoPor causa deste post lembrei-me da coluna da União...

Apercebi-me que, a não ser que instaurem um "Há 125 anos" nunca mais vamos ouvir falar da monarquia portuguesa. Já passou o centenário da morte do rei, já passou o centenário da instauração da república...

Acabou-se.

Olhando para Espanha, Inglaterra, Suécia, Bélgica, Dinamarca e (surpreendentemente) Holanda, não sei se não estávamos melhor antes...