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Divagações, Diatribes e outros Semelhantes

domingo, 26 de janeiro de 2020

Amizades passadas

Amizades antigas são uma coisa estranha...

Principalmente se eram grandes amigos.

Aqui está uma pessoa de quem sabias tudo, ao pormenor, desde comida preferida até banda, cor e outras coisas do género, passando por opiniões políticas e religiosas, enfim, alguém que era realmente importante para ti a uma determinada altura, há dez, quinze ou vinte anos atrás e de repente... nada.
Perdes o contacto, se calhar um de vocês muda de ilha, ou arranjam trabalho com horários incompatíveis, ou ele tem uma daquelas namoradas que não gosta dos amigos, ou seja qual for a razão, deixam de se falar durante uns tempos.

Depois por este motivo ou por outro recuperam o contacto e já não é a mesma coisa.

Cruzam-se na rua ao fim de uns anos, encontram-se no facebook, dão por vós a trabalhar no mesmo sítio, seja o que for.

As pessoas tornam-se outras, vocês cresceram, tomaram rumos diferentes, mudaram de gostos ou simplesmente amadureceram de modo diferente, casaram-se, divorciaram-se, tiveram filhos, morreu-lhes o cão, um sem fim de experiências marcantes que o outro não partilhou e não tem como se relacionar.

É estranho e quanto mais falam mais parece que se está a celebrar a morte de um amigo, que a pessoa que conhecíamos já não existe e que esta que o substitui não encaixa tão bem connosco como o antigo encaixava.

É pena, mas não há nada que possamos fazer, é o curso que a vida tem.

No entanto, o reverso também é verdade.

Muitas vezes também se reavivam amizades que não eram fortes nem minimamente importantes e que, passados dez ou quinze anos, são muito mais significativas, muito mais consistentes.

É curioso...

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