A falta de auto-estima.
Desde crianças que aprendemos que somos especiais, que somos melhores que os outros.
Martelam-nos no subconsciente que conseguimos sempre mais e melhor basta tentar, basta esforçar.
Isto é e será sempre um grande problema.
Temos que perceber (nós não, que já não vamos a tempo, mas os nossos rebentos) que nem todos conseguem ser astronautas, nem todos conseguem ser presidentes.
Este excesso de expectativas cria uma elevada insegurança que só faz mal, só destrói.
Encorajamento é fundamentalmente bom, obriga-nos a dar o nosso melhor, mas nos dias que correm querem que dê-mos mais que isso. O nosso melhor nunca é suficiente. Há uma corrida para ser sempre o melhor, o mais rápido, o mais bonito, o mais bem vestido, o mais bem sucedido, o mais rico, o mais influente.
E não é difícil notar que isto é verdade. Estamos mais preocupados com o que os outros pensam de nós, do que com o que somos.
Preocupamo-nos mais com a imagem do que a saúde. Inventam-se cremes para as rugas, mas nada de cura para o cancro.
Preocupamo-nos mais com o que vestir do que com o que comer. A indústria da moda faz milhões, mas há pessoa a morrer à fome. Andamos de fato Armani, mas comemos no McDonalds.
Preocupamo-nos mais com a opulência do que com a segurança. Há carros que custam 150.000 euros, enquanto que as casas custam 100.000... compramos televisões por 1500 euros, mas acabaos a comer pão com queijo.
Isto não faz sentido.
Estamos todos com as prioridades trocadas, estamos todos demasiado preocupados com futilidades.
Nós vamos ser a nossa própria destruição.
Mas não faz mal, háde-se arranjar um bode expiatório.
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