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Divagações, Diatribes e outros Semelhantes

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Dias Santos

Sou só eu que acho que temos feriados a mais?

É verdade que sabe bem ficar um dia em casa, ou receber mais no caso dos que trabalham, mas parece-me que temos feriados para festejar coisas que não interessam a ninguém.

Há dias que fazem perfeito sentido, como o 25 de Abril que é dia feriado para comemorar a ocasião de se terem entupido espingardas com cravos, ou o 13 de Maio, que comemora o dia que três labregos decidiram enganar uma aldeia inteira e dizer que viram uma Maria qualquer, mas mesmo esse já nem são festejados como deviam...

O Natal, tudo bem, toda a gente festeja o Natal. O Fim-de-Ano a mesma coisa, acho que toda a gente festeja o fim-de-ano... menos os chineses, mas esses não interessam.

Mas é que até o Carnaval já começa a ser inútil... normalmente a terça feira gorda marcava o último dia de exagero antes da quaresma, os não sei quantos dias pra Páscoa em que era suposto fazer jejum e não sei mais o quê, mas nos dias que correm há danças e bailinhos na quarta e às vezes até na quinta, portanto já nem de "fim" serve.

E alguém me sabe explicar porque raio é que o 5 de Outubro é feriado?

Quer dizer, quando eu era puto lembro-me de haver festejos do 25 de Abril, dia da liberdade e etceteras, e fazia sentido que sendo um dia aplicado a uma ocasião em especial se façam festejos relacionados com essa ocasião.

Mas... o 5 de Outubro? Nunca vi festejar nada no 5 de Outubro.

Um gajo quando sai à rua a 25 de Dezembro e leva com a música nojenta, os pais natais, a iluminação fatela e os peditórios da cáritas pelo menos dá logo por isso que é Natal!

Agora, ter um feriado para festejar o dia que o Afonso Henriques deu umas chapadas na mãe quando a maioria dos portugueses nem sabe quem era a mãe dele, não me faz sentido nenhum...

Há os dias feriados e depois há os dias de coçar na micose e o efeito e a memória deste eventos perdem-se num mar de falta de interesse.

Deixamos de festejar marcos importantes na história portuguesa para festejar a preguiça e o ócio em geral.

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