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Divagações, Diatribes e outros Semelhantes

sábado, 30 de junho de 2012

baw

O /b/ às vezes tem destas coisas.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

The Emperor Protects...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

...

Já alguma vez vos aconteceu olhar para uma pessoa e perceber logo que se passa algo de fundamentalmente errado com ela?
Saber instintivamente que alguma coisa não está bem e que é alguma coisa importante, grande demais para ignorar?

Rua da Sé, marchas das crianças, uma senhora vestida de vermelho de repente olha na minha direção e faz uma cara que eu não consigo descrever. A primeira coisa que me veio à cabeça é que a mulher levou uma facada e só agora se apercebeu que vai morrer. Qualquer coisa assim mesmo grave.
A senhora freneticamente olha para cima e para baixo, ainda com aqueles olhos sobre-atentos, que olham mas não veem, que miram tudo sem focar em nada.

E isto tudo numa meio de alegria, pessoas a bater palmas, crianças a desfilar, música, gritos, felicidade e no meio daquilo tudo aquela pobre mulher, com ar de quem acabou de ouvir que lhe morreu o marido e nunca mais o volta a ver, foi completamente desinquietante.

De repente a mulher desaparece-me da visão e tive que combater o impulso de correr ao sítio onde ela estava para me certificar que estava tudo bem...

Ainda não consigo perceber como é que uma pessoa que eu nunca tinha visto e quase de certeza nunca mais volto a ver mexeu tanto comigo sem sequer saber que o estava a fazer.


Pelo que percebi não muito tempo depois, a senhora tinha perdido o filho.

O pessoal do staff da festa lá o achou, e foram-se embora mãe e filho completamente lavados em lágrimas, mas juntos e seguros.


É completamente desconcertante.

Por um lado sinto-me cheio de alegria, que a catástrofe evitou-se, que mãe e filho estão novamente juntos, que não aconteceu o pior, que está tudo bem.

Por outro fico confuso, o tumulto de "ai coitada" e "já passou", o distanciamento, que não sei quem é a mulher, que não devia estar a sentir-me assim, porque nada tem a ver comigo, que nada muda a minha vida se o rapaz desaparece de vez ou não, se fugiu ou foi raptado, ou seja lá o que for, não é dos meus, não tenho que me preocupar, não os conheço, nem me aquece nem me arrefece.

Depois sinto-me extremamente culpado por pensar assim, porque é uma situação indescritível, que não se deseja a ninguém, que eu não quereria passar nem por nada, que devia-me preocupar, porque as pessoas boas preocupam-se com estas coisas, as pessoas boas preocupam-se com o que acontece com os outros, e será que isto quer dizer que eu não sou uma boa pessoa? Não quereria eu que alguém sentisse a minha falta, ficasse angustiado com a minha ausência se eu desaparecesse?

Acho que o pior, o que mexeu mais comigo, que me pôs mais fora de mim, foi o facto de que esta situação trouxe-me à memória que nada é seguro. Nada é constante, nada se consegue proteger completamente e de um momento para o outro pode-se perder tudo... e não há nada a fazer.

domingo, 24 de junho de 2012

Diz-me com quem andas

Já vou avisando que este é controverso. 

Eu tenho um hábito sempre que vou de férias em que nos primeiros dias rapo o cabelo, normalmente à lâmina e deixo crescer a barba.

Não há razão em especial, parte é rebeldia porque normalmente não posso e então vingo-me nas férias, parte é nostalgia em que andava sempre assim nos tempos de liceu e a maior parte é já por tradição, faço-o porque sempre o fiz.

Uma coisa a que eu não consigo escapar é a reação pública.
Casaco de (pseudo-)cabedal, botas de biqueira de aço, careca e barba grande, fico com cara de mânfio. Qualquer loja que entre, tenho sempre um empregado a marcar. Nos restaurantes sou sempre mal servido e até chega a acontecer pessoal atravessar a rua só para não se cruzar comigo.

É o custo de fazer o que me apetece... as pessoas acham o que acham e reagem em concordância com isso.

Isto para dizer que de bem cedo percebi que a imagem muda a atitude que as pessoas têm perante nós. É por isso que usamos fato nas entrevistas de trabalho. Ou a nossa melhor roupa pra ir à missa. Ou até a nossa pior roupa para ir ajudar um amigo com as mudanças (não tenhas vergonha de pedir nada, que como a roupa mostra estou pronto pra tudo). O ar que projetamos é estudado para o que queremos que as pessoas pensem.

Ontem caminho do trabalho vi uma rapariga toda indignada porque um bêbado qualquer estava a fazer-se a ela no meio da rua. À frente dum bar. Às onze e meia da noite. Em que ela só tinha um par destes e um top justíssimo vestido. Em que a amiga dela estava ao marmelanço com um outro gajo qualquer. Na mesma rua. À vista de toda a gente.

Não é querer dizer que algumas estão a pedi-las, mas também não é de ficar indignado quando aparece algum a oferecer!

Isto é quase a mesma coisa que borrar-se de sangue para se atirar à água e depois ficar todo espantado quando aparecem os tubarões!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Teologia

O meu deus tem um martelo.
O teu está pregado à cruz.
Faz as contas.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

 
WAAAGH!!!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Dia do Pai

Começo por dizer que a fotografia não tem absolutamente nada a ver com o assunto, mas estava à procura de presépios e encontrei isto... no fim explico a piada. 

Oras, para todos aqueles que como eu estão baralhados com esta coisa do dia do pai, deixem-me relembrar-vos que o dia do pai em Portugal é a 19 de Março.

Assim como a Espanha e a Itália entre outros, o dia do pai celebra-se no dia de S. José, marido de Nossa Senhora e o gajo que sustentava a casa onde Jesus cresceu.

O que me parece meio bizarro... então nós celebramos o dia do pai no dia do santo que ficou famoso exatamente por não ser o pai?

Mas nós pelo menos ainda podemos dizer que temos tradição! No Brasil nos anos 50 houve um publicitário qualquer que decidiu que faltava um dia do pai no calendário e pimba! Fez-se um feriado! Sem haver tradição, sem haver razão, só porque apeteceu.

Nos Usas o dia do pai só se tornou oficial em 1972... O que significa que os nossos pais quando eram pequenos não festejaram esse dia/feriado/acontecimento.

Isto no fundo no fundo, como o caso do Brasil mostra perfeitamente, não passa de mais um falso Natal. Mais uma época pra nos fazer gastar dinheiro, para nos fazer comprar merdas que não lembram a ninguém, tralhas que ninguém precisa e mais um dia pra criar situações embaraçosas porque este ou aquele se esquece.
É mais uma comercialização, uma maneira de nos puxar pelas emoções pra nos fazer gastar dinheiro por culpa.

"Se eu gastar 200 euros numa prenda será que o meu pai vai saber que gosto dele? Ou será que não é caro o suficiente?"

Pai não tem dia, pai não despe a farda ao fim do dia e deixa de ser pai até ao próximo turno de serviço. Pai é pai todo o ano e não deve ser lembrado só num dia específico...
Deixar o pai para um dia definido no calendário não é uma celebração, é um insulto.

domingo, 17 de junho de 2012

Filmes de Sábado à Noite - A Thousand Words

Vi este hoje e ainda não sei se gostei ou não...

É dos tais.

A história em si é simples, faz lembrar o Liar Liar do Jim Carrey e até certo ponto o Shallow Hal do Jack Black, em que o personagem principal é obrigado a viver a vida de um modo diferente do habitual. Mas tem um twist (tal como os dois exemplos) de drama no meio da comédia.

Neste caso, há uma árvore que perde uma folha por cada palavra que ele diz e quando não houver mais folhas, não há mais ele.
Quando chegar ao fim do filme vai ter que fazer as pazes com a mãe, a mulher e reconciliar a vida que levava com a vida que deveria levar, enfim, o costume.

Por causa do limite de palavras, o filme mostra Eddie Murphy num tipo de papel que não lhe é nada habitual, o de ator físico, mais slapstick que verbal, mais visual por si só em vez de fatos gordos ou maquilhagem de velha.

É de se notar que o filme foi um falhanço total de bilheteiras. Custou 40 milhões e nem chegou a lucrar metade, portanto foi um atirar dinheiro à rua. Não há uma crítica positiva que seja no Rotten Tomatoes e a maior falha é que "sem a voz, o filme é um desperdício de Eddie Murphy".



E eu pergunto-me: será que isso é assim tão mau?

É que, eu não conheço o Eddie Murphy do Saturday Night Live, nem o do 48 horas, nem do Caça-Polícias. Essas coisas são de antes do meu tempo...

O Eddie Murphy que eu me lembro é o do Harlem Nights e do Coming to America (que gostei), do Professor Chanfrado (que detestei), do Bowfinger (que também detestei), do Dr. Dolittle (que foi assim-assim) . Já pra não esquecer que é a voz do burro do Shrek.
E de um sem-fim de porcarias familiares, tipo o Pluto Nash, o Daddy Day Care e as não sei quantas sequels dos que já disse acima.

Posto estes maus exemplos até achei que este Eddie estava bastante bom, com uma comédia sólida, piadas bastantes e um fim mais ou menos previsível, como é de esperar deste género.

No final de contas, a hora e meia gasta a ver o filme não me pareceu um desperdício de tempo, pelo que declaro que se calhar até sou capaz de ter gostado.

sábado, 16 de junho de 2012

Subnormality

Não é minha, nem de perto nem de longe, mas achei interessante.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Coisas escritas em jornal

Duas merdas que me enervam, que não consigo evitar salientar no DI de hoje.

Quanto será que custa uma assembleia?
Mais propriamente, um voto de protesto na Assembleia Legislativa dos Açores, quanto custa?

Não estou a falar de subornos, nada disso.
Pergunto-me, em ordenados, eletricidade do espaço em si, manutenção da dita sala, cobertura televisiva/noticiosa, quanto será que custa?

Mais diretamente, quanto é que custou ao povo açoriano as horas gastas pelo CDS/PP só pra dizer em praça pública que achou ofensivo o facto de que a RTP o achou ofensivo?

Então os senhores deputados agora estão a ser pagos para irem para a assembleia choramingar que "quem diz é que é"?

E segundo, o que caralho é que um emigrante nos EUA tem que vir mandar postas de pescada sobre o nome do aeroporto das Lajes?
Então este gajo não escolheu abandonar a sua terra? Não escolheu virar costas ao seu país pra ir fazer fortuna nas américas?
Se quer ter poder de decisão sobre a terra então não tivesse saído dela!

Acha que só porque mandou erguer uma estátua do Eusébio sabe-se lá onde (manobra que deu de comer a muito pobrezinho, sem sombra de dúvida) e mais uma igual lá na terra dele, que lhe dá azo a arrotar opiniões dessa maneira?

Quer ter opinião de como se governa a ilha? Trabalhe para o melhoramento da mesma! Invista cá o seu dinheiro! Abra postos de trabalho, fundos de caridade, nem que seja!
Derreta as duas estátuas de um trolha qualquer que deu uns pontapés numa bola, se quer ver quanta comida põe à mesa dos açorianos desfavorecidos!

E lá vem os jornais, relatar esta merda como se fosse édito real, ou a última teoria de Einstein, ou as declarações de Ghandi ou o caralho! Porra, que esta gente tira-me do sério!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

 
 BLOOD FOR THE BLOOD GOD!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Acho que ainda não tinha reclamado desta treta de se pagar bilhetes no minibus.

Digamos que vou de casa prá Lua, ou pra outro destino qualquer que não é isso que interessa, e decido ir tomar café ao centro, eu e a maria pra fazer dois.
Estaciono no Cerrado do Bailão e apanho o dito cujo até à Central, por exemplo. E lá vão 40 cêntimos.
Chego, tomo café, volto a apanhar minibus de volta. E mais 40 cêntimos.

Se parasse o carro mesmo à porta da Central e pusesse 50 cêntimos no parquímetro saía-me bem mais barato que dar de comer à EVT.
E parar em cima do passeio com os quatro piscas ligados ainda mais barato sai.

Mas a ideia dos Minibuses não era fornecer uma alternativa viável para não entulhar o centro de carros? Para as pessoas que não querem pagar parquímetro? Para os idosos, inválidos, malandros, preguiçosos e outros políticos em geral? Para melhorar o comércio tradicional, dando às pessoas um método de transporte fácil entre zonas, uma maneira de explorar o comércio local?

O problema destas medidas é que quando revelam a sua verdadeira razão de existir (dar 80 cêntimos à EVT por cada passageiro, que as pessoas já não andam tanto de carreira como andavam) as pessoas reagem pelo extremo.

E dentro em breve, vou direito ao Hiper onde posso comprar de tudo e ainda tomar café... e o parque é de graça e o euro que dou pelo carrinho é-me devolvido.
E aí lá se vai o comércio tradicional, lá se vai a mama da EVT e lá se vai o chulanço dos parquímetros.

Porque se há coisa com que podemos contar é que assim que as pessoas se apercebem que estão a ser obrigados a fazer alguma coisa deixam logo de o fazer e se revoltam contra quem os obriga.

domingo, 10 de junho de 2012

Amigos (?)

De acordo com um e-mail que o facebook me enviou, 5 amigos meus fazem anos esta semana.

Só de raiz deve-se notar que o facebook envia-me mais e-mails que todos os meus amigos juntos, mas isso talvez seja sinal dos tempos, prova do atual cenário tecnológico.

Já ninguém envia mails. Já ninguém escreve cartas, ninguém visita ninguém só porque sim, ninguém sai de casa para se encontrar com ninguém para saber da vida deles, ninguém vai pro café na esperança de encontrar os amigos, ninguém faz nada espontaneamente...

Faz-se tudo pela internet. O facebook espelha ao mundo as nossas ideias, os SMS servem de agenda e todos estão contactáveis a todo o momento e em todo o lado. Com dois cliques falamos com família que está do outro lado do mundo, que nunca vimos pessoalmente, que talvez nunca iremos conhecer, sem barreiras nem entraves.

Não há filtro. Não se pode dizer "agora não me apetece" sem que se ofenda alguém. Porque assim que dissermos à tia que agora não dá porque estamos muito ocupados, ela vai pro face ver que afinal estamos ligados na PSN numa maratona de FIFA ou qq coisa assim.

E ao mesmo tempo não há máscaras. E acreditem ou não, as máscaras são necessárias. Se as pessoas soubessem que o doutor que lhes trata da saúde nem há 5 anos atrás estava aterrado no meu sofá podre de bêbado, pra não ir pra casa para a mãe não o apanhar naquele estado, se calhar não o queriam como doutor. Se calhar não o achavam competente suficiente.

É necessário, para aquele doutor por exemplo, não revelar os seus podres à vista do mundo.

Porque embora ninguém consiga olhar para dentro, apontar todos sabem. E num país que o que menos falta são dr.s, se aquele não é sériozinho arranja-se outro.

Face a isto, censuramo-nos a nós próprios. Não mostramos o nosso lado cru porque não queremos ser julgados. E no fundo ninguém nos conhece, porque nunca mostramos o verdadeiro eu.

Isto cria a ilusão de conhecimento... na realidade estamos todos sozinhos e ninguém conhece ninguém.

E com cada vídeo de youtube, com cada post de blog, com cada share de facebook, ficamos mais sozinhos... e com menos amigos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

P(r)ontos

Mas porque é que nós humanos somos tão destrutivos?

Porque é que temos sempre que escarafunchar, corroer, desfiar, gastar e moer até não haver mais?

A semana passada fui arrancar um destes, que já estava a pedir pra emigrar à uns anos.

Fiquei com uma cavidade que cabia um pão caseiro. O buraco era tão grande que via-se o osso. Era tão massivo, que se os Montanheiros vissem abriam o Algar da Boca. Tão abrangente que dava pra cursos de espeleologia.

Enfim, era um buraco grande.

Os pontos duraram três dias.
Uma combinação de gengiva fraca, comida mole, desinchar da carne, escarafunchanço e azar, o resto da semana já passou sem costuras. Rebentou tudo de um lado e ficou tipo bandeira ao vento, preso só do outro.

Quando regressei ao dentista quarta-feira, fui arrancar mais três. E qual tirar pontos que os pontos já tinham ido.

Costura em três sítios diferentes, passar a noite a comer gelado, nada de álcool, nada de quentes, os cuidados todos pra não acontecer a mesma coisa.

Neste momento passam dois dias... e uma das costuras já lá vai.

Mas porque raio é que eu não deixo os pontos da mão? E que tal parar quieto?

Então fui-me pôr feito tosco a comer pipocas, tava à espera de quê?