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Divagações, Diatribes e outros Semelhantes

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O peso errado

Ando com uma veia anti-social.

Estiveste na guerra e levaste um tiro no cú? Foste atropelado por um camião? Tens uma perna mais curta que a outra? Nasceste todo torcido?

Tens direito a uma cadeira de rodas, toma lá e faz bom proveito dela.

De acordo com uma estatística qualquer que eu vi na net que pode ou não ser verdade, a percentagem de venda maior destes belos meios de transporte não é, ao contrário do que se possa pensar, para pessoas que realmente não tenham outra solução, mas sim para enfermos de obesidade mórbida.

Perceba-se, estas cadeiras são mais vendidas a estúpidos que são tão gordos que já nem conseguem andar.

Se eu alguma vez ficar tão gordo que nem consigo andar, não quero uma cadeira, quero uma bala...

Talvez se comesses menos hambúrgueres e bebesses menos coca-colas ainda conseguisses dar uma volta ao quarteirão, seu inútil.

Escondem-se atrás das suas desculpas, que é uma condição médica, que as dietas com eles não funcionam, que já tentaram de tudo, mas não são capazes de admitir que são uns fracos!

E ninguém faz nada! Ninguém aparece com um chicote e obriga esta gente a ir dar umas voltas ao campo de jogos!

Porra, se alguém se tenta suicidar vai direitinho pra São Rafael! E estes que se estão a suicidar aos bocadinhos vão pra onde?

Mas não é difícil perceber porquê...

Estes é que consomem, estes é que compram as merdas que não custam praticamente nada a fazer e dão lucros exorbitantes... ninguém quer ajudar estes parvos pela mesma razão que os traficantes não andam a convencer os consumidores a deixarem a droga...

Porque aí acabava-se o sustento.

Enquanto esta sociedade continuar centrada no capitalismo, no lucro próprio, no "sonho americano", este mundo nunca vai para a frente e só nos tornamos cada vez mais fracos, cada vez mais inúteis e cada vez mais burros...

Nojeira Social

Arranjem um trabalhinho!Os valores desta sociedade enojam-me.

Se isto fosse um grupo de quarentões a babarem-se por raparigas de liceu, eram uns tarados, uns perversos, uns velhos nojentos.
Como são umas quarentonas a babarem-se por uns putos, está tudo bem.

Tenho um colega no hotel que pelo que dizem as más línguas é gay... ele nega veemente, diz que come esta e aquela, que faz e acontece, mas de dia pra dia há mais provas contra a heterossexualidade do rapaz.

A sério, quando é que isto ficou desta maneira?
Quer dizer, não somos todos humanos? Porque é que alguns humanos podem sentir-se atraídos por humanos, sejam eles mais novos ou com o mesmo equipamento ou for o que for, e outros humanos não?

Porque é que há esta linha tão definida nas nossas diferenças de sexo?

Porque raio é que achamos sempre que cabeleireiro, pasteleiro, ou qualquer outra das profissões mais "finas" é gay? E se uma mulher quer trabalhar nas obras ou ser camionista, obrigatoriamente é lésbica machona?

Porque é que uma mulher não pode trabalhar na construção civil? Porque é que um homem não pode ser dono-de-casa?

O que raio é que se passa connosco?

Estamos assim tão dispostos a desperdiçar intelectos só porque um livro com dois mil anos diz que é errado? Porque a nossa avó não achava bem?

Se uma mulher tem queda para taxista, porra, deixem-na conduzir um táxi! Acho que a sociedade fica mais bem servida...

Da mesma maneira que se um homem tem queda para cabeleireiro, deixem o gajo cortar cabelos!

Se são essas as profissões que eles desempenham melhor, acho que para a sociedade só faz bem... temos profissionais mais bem qualificados, que desempenham um melhor trabalho, e toda a gente fica feliz!

Mas não... a vizinha, a tia, a avó e o padre acham que não é feminino suficiente a mulher trabalhar... que não devia ter opinião, que não devia falar alto, só serve para limpar a casa, fazer comida e cagar um filho por ano...
E o homem exactamente o contrário... tem que ser sujo e a cheirar a cavalo, tem que ter terra debaixo das unhas e não pode gostar da Britney Spears nem da Mariah Carey.

Detesto Britney Spears, mas também não cheiro a cavalo... não me queria ver nú no mesmo quarto que outro homem, mas não tenho problema nenhum com quem o faz, acho que cada um tem os seus gostos e as suas maneiras e nós não temos nada a ver com isso...

Se nos fosse dado espaço para crescer, para experimentar e decidir por nós próprios em vez de nos martelarem na cabeça que assim não está certo, que daquela maneira é que devia ser, que isto que aquilo e que o raio que o parta...

Com esse espaço, com essas oportunidades, havia muito menos depressões, muito menos casamentos destruídos porque afinal um deles era gay e tinha vergonha, muito menos stress de "E se alguém descobre, e se alguém vê ou sabe ou diz ou o caraças"...

E no fundo no fundo, havia muito menos infelicidade.

E se há uma coisa que todos merecemos é uma hipótese de ser verdadeiramente feliz.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Núticias

Roubada das internetesE as brasileiras chegaram em massa...

Pois é. Olha-se para o jornal e já há mais brasileiras que "vende-se", "aluga-se" ou "precisa-se", e muito em breve até vai ter mais que eles todos juntos. Por este andar, o Diário Insular vai ter que mudar o nome para "Público Insular".

Nada contra as meninas, e sempre disse que quem não publicita não vende, mas não sei se isto deveria estar na mesma página que os obituários e as promoções de natal dos restaurantes locais...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O cliente NÃO tem sempre razão

É só uma picadinhaEsta vem inspirada do Grey's Anatomy...

Acho que acontece com todos nós mais tarde ou mais cedo, esquecermo-nos que as nossas profissões não são só uma maneira de ganhar dinheiro.

Há trabalhos por aí, médicos, polícias, repartições públicas, hotelaria, comércio e muito muito mais, em que o cliente é o centro da trabalho.

Perceba-se, por muito bom profissional que eu seja, se não houver clientes ou se o cliente não ficar satisfeito as minhas capacidades não servem de nada.
Como tal, o meu trabalho centra-se no cliente e não no trabalho em si (diferente por exemplo do trabalho fabril, dos trabalhos de tradução, dos trabalhos de armazém ou da mecânica carpintaria e afins, em que muitas vezes nem se vê o cliente).

As pessoas não se podem esquecer que, embora o cliente não tenha sempre razão, o cliente é que é a única pessoa a quem temos mesmo que agradar.

Se o cliente quer ostras com iogurte, ou lhe damos o raio das ostras ou damos uma explicação muito boa de porque não.

O que interessa é o cliente ficar contente, ou com as ostras ou com a resposta.

É claro que isto são regras gerais, que há clientes inagradáveis, que por muito bom trabalho que façamos o patrão nunca está contente, que por muito bons que sejamos corre sempre tudo mal, mas no geral é uma regra que nunca nos devemos esquecer, e que invariavelmente todos nos esquecemos.

É por isso que eu digo que todos devemos fazer o que gostamos.

Se estás numa profissão que não gostas até podes ser bom, porque a experiência tem o seu peso, mas acabas por te fartar e o cliente vai estar sempre insatisfeito.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

District 9

A sério, vejam...
Must See.

Este é um daqueles que merece ser visto, por todos os motivos.
É uma boa história, um fim diferente do habitual, um assunto delicado, boa CGI, bom actores (e não são superestrelas!), boa realização, boa fotografia, enfim...

Este filme custou só 30 milhões de dólares, o que para os dias que correm é extremamente barato, e consegue agarrar muito mais que qualquer Twilight ou 2012 que apareça por aí.

E da próxima vez que alguém vos perguntar porque é que nunca tivemos contacto com os extra-terrestres, é porque muito provavelmente a nossa reacção seria esta.

É claro que se quisermos embirrar, encontra-se sempre um pormenor ou outro, como por exemplo de onde raio é que veio aquele mech, mas no geral está muito bem conseguido.

Provavelmente o mais interessante para mim foi ver que mesmo depois de tudo, já bem perto do fim, continua-se a notar na linguagem do Wikus que ele vê os ET's como uma raça inferior, o que mostra que os ódios não são nada fáceis de deixar...

Não vou entrar em muito mais pormenores para não estragar, mas é sem sombra de dúvida um filme que merece ser visto.