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Divagações, Diatribes e outros Semelhantes

quarta-feira, 3 de março de 2010

Palavreado Racista

Preto filho da puta!Voltando às expressões racistas e às comparações com o inglês. Temos uma carrada de expressões racistas que não se traduzem para outras línguas... só são racistas mesmo em português.

Enquanto que o tuga faz uma obra toda bonita sem uso nenhum diz que é para inglês ver, em inglês diz-se que é um castelo de cartas... na onda que é muito bonito muito bonito mas é só um toquezinho e vai tudo com os porcos. O fundamento é o mesmo, mas não tem a conotação xenófoba do tuga...

Ao passo que o tuga diz que é um negócio da china, o inglês diz que é um roubo, no sentido de que foi tão barato que foi quase roubado, sem entrar no preconceito de produto chinês, da quinquilharia barata que não vale nada.

No ponto que o tuga diz que isso pra mim é grego, o inglês diz que estás a falar gibberish que nem sequer tem tradução... mas o fundamento é o mesmo e não se insultam os gregos.

Com um palavreado destes estamos muito mal encaminhados para um futuro livre de racismo...

Não é só uma questão de ódio pessoal, não é racismo por puro racismo, é já da nossa cultura, da nossa língua e dos nossos costumes.

O problema principal dos portugueses é que são demasiado "portugueses" e infelizmente não há nada que resolva isso.

terça-feira, 2 de março de 2010

O "green" secou

Edição de 2 de Março de 2010Seguindo a nota de hoje de Aníbal Pires, sinto-me obrigado a concordar e expandir sobre o assunto.
Na minha opinião a região não precisa de casinos nem de golfe, muito pelo contrário, para atrair turismo.

Nós temos vistas, paisagens, património e sei lá mais o quê suficiente para ser merecedor de vista sem precisar de slot machines e buracos na relva.

O que nós precisamos resume-se a dois pontos que infelizmente estão em falta à já muito tempo.

Primeiro, precisamos de estruturas de apoio.
De nada serve ter uma marina com sistemas de atracagem e segurança topo de gama se depois não temos, por exemplo, lavandarias, mercearias ou lojas de material de reparação nas proximidades para quando os barcos chegam. Em vez disso temos o quê? Três bares e uma loja de pesca.
O que há-de um turista fazer ao domingo aqui? Está tudo fechado, nem comércio nem património, a única coisa que há pra ver são igrejas e é só na hora da missa...

Segundo, precisamos de acessos facilitados.
Ninguém vai vir aos Açores quando é mais barato ir para o Brasil, Inglaterra, França e muitos outros com muito mais história e muito mais pra ver.
De que serve ter um aeroporto todo XPTO com terminais de não sei quantas e acesso de não sei quê, quando a única maneira de sair de lá é de táxi que custa os olhos da cara, ou de carro alugado que idem idem?
Voltando a bater no domingo, será que nunca ninguém pensou que se calhar mais que dois autocarros no mesmo dia até dava jeito?
E não há informação... se alguém se manda a pé ilha a dentro, perde-se! Não sabe o que há para ver nem a que sítios deve ir, nem horários nem nada disso...
Temos um posto de turismo no aeroporto que está sempre fechado e quando está aberto é informação incompleta...

Tratem dos problemas sérios e depois pensa-se nos buracos na relva e nas mesas de jogo!

Simão

Quem me conhecia naquela altura vai perceber...Quando eu era puto tinha um amigo.
Conhecidos eram vários, mas acho que amigo amigo era só mesmo um.
A mãe dele trabalhava com a minha madrinha e ele vivia umas casa mais acima de mim, portanto foi um conhecimento fácil.

O que a minha mente não percebia era que esse meu amigo tinha outros amigos.

Certo dia estava eu em casa dele, como era habitual, e chegou outro amigo, o Simão.
O Simão era alguém que ele conhecia da escola, filho de não sei quem que tinha uma loja de brinquedos, mas isso agora não interessa nada.

Lembro-me que esse meu amigo pediu ao pai dele para me dizer para ir pra casa...
Senti-me traído e abandonado e como puto que era, fiz birra.

O pai disse-lhe que ele é que era meu amigo e que ele é que me tinha convidado, portanto se ele não me queria ali, era ele que tinha que me mandar embora.
Eles provavelmente por serem putos também não me disseram nada e limitaram-se a ignorar-me... senti-me tão mal que fui-me embora e ainda levei uns dias sem aparecer outra vez.

É claro que, puto que era, tudo se esqueceu depressa e não foi muito tempo até voltar à rotina de tardes em casa dele ou na minha a brincar com GI Joes e soldadinhos e coisas assim.

Outro dia vi o Simão, cumprimentou-me como homem não-puto que é, e eu igual, na mesma posição.

Acho estranho que mesmo após tanto tempo, praticamente 20 anos, a única coisa que me veio à memória foi isto, o instinto que o Simão não é boa pessoa, que foi ele que me roubou o amigo... Racionalmente sei que a culpa não foi dele mas no fundo ainda senti aquela mordida de inveja.

Será que é por isto que eu faço a mesma coisa?

Eu não misturo amigos, não combino os colegas de trabalho com os colegas de escola, os vizinhos com a família... e embora não vá chamar o meu pai para pôr ninguém na rua, tomo o cuidado de não combinar coisas para os mesmos dias nem frequentar os mesmos sítios com pessoas diferentes.

Será que é deste episódio que vem esta compartimentação?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Em pé por uma noite

Imagem roubada da internet, não faço idéia quem são os putosOntem chegou-me um casalinho ao hotel, como qualquer outro casalinho que precisa de ir para um hotel, à procura de um quarto para umas horas.

Perguntei em que nome ficava o quarto quando ele olha pra ela e pergunta sem vergonha nenhuma "Como é que te chamas?"

Só depois de ela responder é que eu percebi quem era.

Quando eu era criança tinha por vizinhos uma família meio perturbada. Pai, mãe e cinco ou seis filhos. Os putos andavam nus no quintal, mas havia sempre dinheiro pra gasolina para o carro e a mota do pai. Nem para o vinho.

Os dois mais velhos eram mais ou menos da minha idade, a Tânia e o Henrique, já não ouço falar deles à que anos, mas sempre me pareceu que não fossem acabar em nada de bom.

Era a típica família de São Mateus, daqueles que olhas e dizes logo que este vai acabar preso, aquele vai pras obras, aquela vai acabar mãe solteira...

Lembro-me de uma vez que a rapariga a meio da tarde me foi bater à porta a pedir batatas porque eles não tinham nada para comer.

Lembro-me também que a minha mãe tinha abóboras plantadas no quintal... certo dia os putos comeram-nas, mesmo verdes, porque pensavam que eram melancias. Obviamente não eram os espécimes mais inteligentes da raça humana.

Já estão a adivinhar quem era a rapariga do casalinho que falei no princípio, certo?

Agora, quis a divina providência que as minhas funções me fizessem passar pela porta do quarto durante a noite.

Os gemidos ouviam-se do corredor.

Risca mais uma das coisas que eu não precisava de saber!
O som que uma amiga de infância faz quando está a levar a sua...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Want you bad

If you could only read my mind
You would know that things between us
Ain't right
I know your arms are open wide
But you're a little on the straight side
I can't lie

Your one vice
Is you're too nice
Come around now can't you see

I want you
All tattooed
I want you bad

Complete me
Mistreat me
Want you to be bad

If you could only read my mind
You would know that I've been waiting
So long
For someone almost like you
But with attitude, I'm waiting so come on

Get out of clothes time
Grow out those highlights
Come around now can't you see

I want you
In a vinyl suit
I want you bad

Complicated
X-rated
I want you bad

Don't get me wrong
I know you're only being good
But that's what's wrong
I guess I just misunderstood

I want you
All tattooed
I want you bad

Complicated
X- rated
I want you bad

I mean it
I need it
I want you bad