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Divagações, Diatribes e outros Semelhantes

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Coisas escritas em jornal

Duas merdas que me enervam, que não consigo evitar salientar no DI de hoje.

Quanto será que custa uma assembleia?
Mais propriamente, um voto de protesto na Assembleia Legislativa dos Açores, quanto custa?

Não estou a falar de subornos, nada disso.
Pergunto-me, em ordenados, eletricidade do espaço em si, manutenção da dita sala, cobertura televisiva/noticiosa, quanto será que custa?

Mais diretamente, quanto é que custou ao povo açoriano as horas gastas pelo CDS/PP só pra dizer em praça pública que achou ofensivo o facto de que a RTP o achou ofensivo?

Então os senhores deputados agora estão a ser pagos para irem para a assembleia choramingar que "quem diz é que é"?

E segundo, o que caralho é que um emigrante nos EUA tem que vir mandar postas de pescada sobre o nome do aeroporto das Lajes?
Então este gajo não escolheu abandonar a sua terra? Não escolheu virar costas ao seu país pra ir fazer fortuna nas américas?
Se quer ter poder de decisão sobre a terra então não tivesse saído dela!

Acha que só porque mandou erguer uma estátua do Eusébio sabe-se lá onde (manobra que deu de comer a muito pobrezinho, sem sombra de dúvida) e mais uma igual lá na terra dele, que lhe dá azo a arrotar opiniões dessa maneira?

Quer ter opinião de como se governa a ilha? Trabalhe para o melhoramento da mesma! Invista cá o seu dinheiro! Abra postos de trabalho, fundos de caridade, nem que seja!
Derreta as duas estátuas de um trolha qualquer que deu uns pontapés numa bola, se quer ver quanta comida põe à mesa dos açorianos desfavorecidos!

E lá vem os jornais, relatar esta merda como se fosse édito real, ou a última teoria de Einstein, ou as declarações de Ghandi ou o caralho! Porra, que esta gente tira-me do sério!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

 
 BLOOD FOR THE BLOOD GOD!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Acho que ainda não tinha reclamado desta treta de se pagar bilhetes no minibus.

Digamos que vou de casa prá Lua, ou pra outro destino qualquer que não é isso que interessa, e decido ir tomar café ao centro, eu e a maria pra fazer dois.
Estaciono no Cerrado do Bailão e apanho o dito cujo até à Central, por exemplo. E lá vão 40 cêntimos.
Chego, tomo café, volto a apanhar minibus de volta. E mais 40 cêntimos.

Se parasse o carro mesmo à porta da Central e pusesse 50 cêntimos no parquímetro saía-me bem mais barato que dar de comer à EVT.
E parar em cima do passeio com os quatro piscas ligados ainda mais barato sai.

Mas a ideia dos Minibuses não era fornecer uma alternativa viável para não entulhar o centro de carros? Para as pessoas que não querem pagar parquímetro? Para os idosos, inválidos, malandros, preguiçosos e outros políticos em geral? Para melhorar o comércio tradicional, dando às pessoas um método de transporte fácil entre zonas, uma maneira de explorar o comércio local?

O problema destas medidas é que quando revelam a sua verdadeira razão de existir (dar 80 cêntimos à EVT por cada passageiro, que as pessoas já não andam tanto de carreira como andavam) as pessoas reagem pelo extremo.

E dentro em breve, vou direito ao Hiper onde posso comprar de tudo e ainda tomar café... e o parque é de graça e o euro que dou pelo carrinho é-me devolvido.
E aí lá se vai o comércio tradicional, lá se vai a mama da EVT e lá se vai o chulanço dos parquímetros.

Porque se há coisa com que podemos contar é que assim que as pessoas se apercebem que estão a ser obrigados a fazer alguma coisa deixam logo de o fazer e se revoltam contra quem os obriga.

domingo, 10 de junho de 2012

Amigos (?)

De acordo com um e-mail que o facebook me enviou, 5 amigos meus fazem anos esta semana.

Só de raiz deve-se notar que o facebook envia-me mais e-mails que todos os meus amigos juntos, mas isso talvez seja sinal dos tempos, prova do atual cenário tecnológico.

Já ninguém envia mails. Já ninguém escreve cartas, ninguém visita ninguém só porque sim, ninguém sai de casa para se encontrar com ninguém para saber da vida deles, ninguém vai pro café na esperança de encontrar os amigos, ninguém faz nada espontaneamente...

Faz-se tudo pela internet. O facebook espelha ao mundo as nossas ideias, os SMS servem de agenda e todos estão contactáveis a todo o momento e em todo o lado. Com dois cliques falamos com família que está do outro lado do mundo, que nunca vimos pessoalmente, que talvez nunca iremos conhecer, sem barreiras nem entraves.

Não há filtro. Não se pode dizer "agora não me apetece" sem que se ofenda alguém. Porque assim que dissermos à tia que agora não dá porque estamos muito ocupados, ela vai pro face ver que afinal estamos ligados na PSN numa maratona de FIFA ou qq coisa assim.

E ao mesmo tempo não há máscaras. E acreditem ou não, as máscaras são necessárias. Se as pessoas soubessem que o doutor que lhes trata da saúde nem há 5 anos atrás estava aterrado no meu sofá podre de bêbado, pra não ir pra casa para a mãe não o apanhar naquele estado, se calhar não o queriam como doutor. Se calhar não o achavam competente suficiente.

É necessário, para aquele doutor por exemplo, não revelar os seus podres à vista do mundo.

Porque embora ninguém consiga olhar para dentro, apontar todos sabem. E num país que o que menos falta são dr.s, se aquele não é sériozinho arranja-se outro.

Face a isto, censuramo-nos a nós próprios. Não mostramos o nosso lado cru porque não queremos ser julgados. E no fundo ninguém nos conhece, porque nunca mostramos o verdadeiro eu.

Isto cria a ilusão de conhecimento... na realidade estamos todos sozinhos e ninguém conhece ninguém.

E com cada vídeo de youtube, com cada post de blog, com cada share de facebook, ficamos mais sozinhos... e com menos amigos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

P(r)ontos

Mas porque é que nós humanos somos tão destrutivos?

Porque é que temos sempre que escarafunchar, corroer, desfiar, gastar e moer até não haver mais?

A semana passada fui arrancar um destes, que já estava a pedir pra emigrar à uns anos.

Fiquei com uma cavidade que cabia um pão caseiro. O buraco era tão grande que via-se o osso. Era tão massivo, que se os Montanheiros vissem abriam o Algar da Boca. Tão abrangente que dava pra cursos de espeleologia.

Enfim, era um buraco grande.

Os pontos duraram três dias.
Uma combinação de gengiva fraca, comida mole, desinchar da carne, escarafunchanço e azar, o resto da semana já passou sem costuras. Rebentou tudo de um lado e ficou tipo bandeira ao vento, preso só do outro.

Quando regressei ao dentista quarta-feira, fui arrancar mais três. E qual tirar pontos que os pontos já tinham ido.

Costura em três sítios diferentes, passar a noite a comer gelado, nada de álcool, nada de quentes, os cuidados todos pra não acontecer a mesma coisa.

Neste momento passam dois dias... e uma das costuras já lá vai.

Mas porque raio é que eu não deixo os pontos da mão? E que tal parar quieto?

Então fui-me pôr feito tosco a comer pipocas, tava à espera de quê?