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Divagações, Diatribes e outros Semelhantes

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

O blog morreu, viva o blog!

Confesso que já nem me lembrava do blog.
Não fosse um colega/amigo me ter falado nele, provavelmente teria continuado no oblíquo da mente.

Mas, como reza o ditado, "uma vez na internet para sempre na internet" e "se está na internet, deve ser verdade", pelo que é verdade e verdade fica que este blog verdadeiramente existe.

Ou pelo menos persiste e por enquanto ainda não desiste.

Para evitar a vergonha chamemos-lhe um hiato e fica-se por aqui, como se tivesse sido só um dia passado.

A intenção (que vale o que vale, face ao que delas se diz) é recomeçar. A ver vamos.
Não quero fazer promessas, porque invariavelmente as quebro, mas esperemos que a coisa pegue.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Carnaval


Já muito se fala de carnaval... Tiradas do di de hoje:

"Se calhar, já não se pode é gastar 400 euros para vestir um dançarino" 
400 euros?!? Porra! Mas essa roupa é feita de quê? Pérolas?
Não se pode e ainda bem! Quando o bailinho deixa de ser sobre a crítica social e passa a ser sobre a "boniteza" da roupa, está aí o primeiro sinal de que a coisa não está a correr bem.

"Entre 10 a 12 bailinhos devem recusar ser filmados para transmissões em direto pela Internet"
Este é um daqueles casos bicudos e ao mesmo tempo absurdos que bastava pensar um bocadinho pra terem ficado calados... é que em vez de mostrarem que têm razão, mostram é dor de cotovelo.
Aparentemente a principal queixa é de que "as empresas que realizam as filmagens e as sociedades lucram financeiramente (...) e persiste a injustiça dos artistas não retirarem quaisquer mais valias."
A sério? E também se vão queixar dos cafés das sociedades venderem bifanas e pipocas? É que desses lucros eles também não veem nada... E as mesas montadas pros bailinhos, com comida e bebida à farta? São financiados por quem? 
Outra das queixas é que "As pessoas ficam em casa, a assistir aos bailinhos pela Internet e as salas (...) cada vez mais vazias"... 
Será que já pensaram em reduzir a quantidade e aumentar a qualidade?
Talvez se eu soubesse que ia ver só 20 ou 30, mas bons, valia a pena sair de casa e ir secar pro salão a noite inteira. Da última vez que fui, fiquei duas horas à espera de um bailinho que demorava a chegar, e quando chegou não valia um peido... mas não, as transmissões pla internet é que roubam o público.
Quando o bailinho deixa de ser sobre a crítica social e passa a ser sobre quem é que lucra, está aí o segundo sinal de que a coisa não está a correr bem.

E pra mais "Se um político quiser ter noção com clareza do que o povo pensa (...) deve assistir ao nosso Carnaval"
Títulos de bailinhos em 2009, que acho que foi dos últimos anos que me dei ao trabalho de sair de casa, "“Morreu o Toiro das Mulheres”, “Quando Elas Vestem Calças”, “O Comando é Meo” e “Uma Visita Papal”... Pode-se dizer que fiquei completamente esclarecido sobre o estado da governação do país.
Quando o bailinho deixa de ser sobre a crítica social e passa a ser sobre a primeira merda que vem à cabeça, tenha qualidade ou não, está aí o terceiro sinal de que a coisa não está a correr bem.

Acho que a única coisa que se diz acertada é mesmo o remate final... "Será um Carnaval sem luxos, mas fiel à tradição da crítica social. Genuíno."

Quem diria que é preciso viver em instabilidade social para poder fazer boa crítica social...
Talvez seja o primeiro sinal que a coisa vai começar a correr bem.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Por Conta Própria

Aparentemente a NBC vai criar uma nova comédia com o Michael J Fox, sobre um tele-jornalista com Parkinson.

Achei piada à ideia, parece que isto agora anda na moda... 
O Charlie Sheen tem o Anger Management, em que a personagem é basicamente o Charlie Sheen com uma carreira diferente, o Matt LeBlanc tem o Episodes, em que a personagem é uma versão exagerada do Matt LeBlanc, o David Duchovny tem o Californication, em que a personagem é basicamente ele versão escritor em vez de actor. Até a Tina Fey já admitiu que o 30 Rock é baseado na vida dela enquanto escritora no Saturday Night Live.

O que mais me faz rir é que eu estou habituado a ouvir estrelas queixarem-se que as audiências não sabem ver a diferença entre vida real e personagem... E depois vão representar personagens baseadas na vida real?

Não é dizer que isto é mau, porque não é. Todas as séries que mencionei são séries que gosto, independentemente de muita ou pouca qualidade. Tenho boas expectativas para a série, até porque gosto do actor.

Nem sei onde é que ia chegar com isto, mas acho que encaixa na ideia que falei com a Anne Hathaway... 

Ficam famosos por fazerem de X e depois não querem ser tratados como X.


domingo, 6 de janeiro de 2013

Internacionalizacionalizaçações

Esta fez-me alguma confusão...
Aparentemente o banco mais antigo da Suíça vai fechar, após ser multado pelos Estados Unidos e ter que pagar 44 milhões de euros às autoridades americanas. Aparentemente o banco estava a ajudar cidadãos americanos residentes no estrangeiro a fugir ao fisco.

Isto preocupa-me.

Agora vão os americanos pros países das outras pessoas mandar postas de pescada e passar multas?
Então... vão as autoridades americanas agir como soberanos em territórios estrangeiros?

Será que eu vou estar em casa sentado no sofá e a CIA bate-me à porta pra cobrar uma multa qualquer?

Isto não me faz muito sentido e não devia ser só a mim!

É verdade que os cidadãos americanos agiram mal, mas como é que isso é problema do banco? O banco não fez nada de ilegal, pelo menos à luz da lei suíça.

Se fosse o governo suíço a multar o banco suíço, ou o governo americano a multar os cidadãos americanos, mas... Não é um conflito de soberania? Não acham que o "rei americano" está a querer mandar nos súbditos do "rei suíço"?

É um bocado como se viesse uma desconhecida qualquer a minha casa castigar os meus filhos, ou qualquer coisa desse género...

Não me cai bem, principalmente porque o governo americano não passa de um fantoche das companhias americanas e não me agrada nada a ideia de que a McDonald's ou a Sony tenham algum poder soberano sobre mim.