No passado dia 4 morreu Dom Deluise.
O mundo da comédia irreverente está cada vez mais pobre.
A maneira mais fácil de se lembrarem dele, se não chegam lá pela foto, é como o apresentador do famoso Candid Camera, o programa que deu origem a todos os programas de apanhados que lhe seguiram.
Mas para mim não é esta a marca do actor.
Foi um grande marco em todos os filmes de Mel Brooks. Recentemente vi-o em "History of the World: Part 1", no papel de imperador romano entre outros.
Mas também não é essa a memória que tenho deste actor.
Era o parceiro incondicional de Burt Reynolds em todas as comédias que este entrava. Lembro-me do fantástico "Cannonball Run", que entre outro tinha um novíssimo Jackie Chan.
Era um convidado frequente nos espectáculos cómicos de Dean Martin, logo após a "violenta" briga com Jerry Lewis e antes das canções sobre pizzas e luas.
A voz dele está bem presença nas nossas infâncias, em filmes como "Todos os Cães merecem o Céu", "Oliver e Companhia" e "An American Tail", a história do ratinho Fievel.
Mas por mais bizarro que pareça, ainda não é esta a primeira imagem que me salta à cabeça.
Lembro-me de duas cenas.
Um episódio da série SeaQuest, em que fez o papel de pai do Anthony Piccollo, o rapaz das guelras, ironicamente representado por Michael DeLuise... filho na vida real de Dom.
E um comentário ao polémico "Garganta Funda", onde diz que Linda Lovelace é "a melhor broxista que podiam ter arranjado para aquele papel".
É deveras bizarro que perante uma vida de bons filmes, bons papéis tanto cómicos como mais sériozinhos, eu me lembre destas duas insignificâncias.
Independentemente das minhas memórias, perdemos um grande actor e um grande cómico.
RIP Dom DeLuise
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