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Divagações, Diatribes e outros Semelhantes

sábado, 2 de maio de 2009

Piada sem piada

Primeiro post do mês, e é logo a maldizer!

Sem comentários... só... sem comentários Hoje vi esta bosta.
Lá vai hora e meia da minha vida que nunca mais recupero...
O filme é tão mau mas tão mau, que eu já nem me consigo lembrar o quanto era bom o primeiro.

Esta obra prima de matéria fecal é um excelente exemplo que certos filmes só conseguem ser feitos com determinadas condições.
Não há Fast and Furious sem carros. Não há 007 sem gajas boas. Não há Ace Ventura sem o Jim Carrey.

No caso desta "marca" o suceso dos filmes deveu-se única e exclusivamente ao talento do actor. Aquele humor expecífico dele, os sotaques, os olhares esgazeados e acima de tudo o esforço físico envolvido na sua representação.

Este terceiro (e sem sombra de dúvida, último) sai desse molde e segue a parvoíce que era comum nos anos 80.

Trata-se do filho do Ace Ventura... originalmente chamado Ace Ventura Jr.

O rapaz descobre que está predestinado a ser um detective animal.
Se a premissa em si já é absurda, o resto é tudo colina abaixo....
Não vejam... muito a sério, não vejam.

A comédia hoje em dia, como tudo o resto hoje em dia, sofre de um grave caso de PC.
Ou é PC a mais, ou é PC a menos... ou são piadas de igreja, ou filmes tipo Scary Movie 4.

Vi outro dia duas pérolas da comédia, ambos de Mel Brooks, Spaceballs e History of the World Part 1. Recomendo vivamente qualquer um deles.

Tinham o grau correcto de PC, nem a mais nem a menos. Gozam com estereótipos, sem chegar a racismo. Têm substitutos inteligentes para palavrões... daqueles que toda a gente percebe, mas não chega a ser directo (Lembro-me por exemplo de um romano dizer ao outro "Get the flank outta here!"). Até gozam com a igreja, numa peça musical sobre a inquisição.
Já não se faz disso, o que acho péssimo.

Isto vai sair mal, mas não encontro outra maneira de o dizer...
O excesso de liberdade faz com que as pessoas não percebam a necessidade que há em dissimular a crítica e a linguagem obscena.

Esta falta de percepção foi a morta da Revista Portuguesa e vai ser a morte da comédia mundial.

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