Lembro-me da primeira colecção de cromos que vi. Já tinha visto autocolantes, mas não tinha a noção de album, de caderneta.
Uma vizinha da minha avó tinha uma neta, alguns anos mais velha que eu. Hoje em dia não faz diferença nenhuma, mas naquela altura um ano parecia uma década.
Estava eu nos degraus de casa da minha avó, numa das minhas birras de não comer a sopa, quando passou uma rapariguinha loirinha, a dita neta da vizinha.
Para me convencer, a minha tia disse-me que se eu comesse a sopa a rapariga tinha uma coisa pra me mostrar.
Lá eu comi a sopa, curioso (a curiosidade sempre foi, e continua a ser, o meu maior problema).
Foi a primeira caderneta que vi. Não me lembro o assunto, não faço a mínima ideia... lembro que o fundo das páginas era verde e lembro que os cromos não eram autocolantes. Era preciso cola... lembro-me que ela tinha uma daquelas bisnagas com um esponjinha na ponta.
Por pormenores que fui recolhendo ao longo dos tempos, a dita rapariguinha é a irmã do Luis, do DePadua.
Não é que faça diferença nenhuma, mas é um pormenor interessante que ao fim de uns largos anos eu tenha conhecido alguém que estava ligada às minhas memórias de infância.
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